Pastoreando solteiros que desejam casar

Pastorear cristãos solteiros que desejam o casamento e lutam contra o descontentamento nem sempre é fácil, mas é um privilégio. E essa é uma mordomia confiada a todo pastor.

Aqui estão nove verdades a serem ensinadas e enfatizadas aos solteiros descontentes em sua igreja.

1. “O contentamento é exigido de todos os cristãos, não apenas dos cristãos solteiros”.

É vital lembrar e comunicar que os cristãos solteiros não são uma classe especial de humanos que realmente necessita se esforçar pelo contentamento. Todos nós necessitamos fazê-lo.

Afinal, o descontentamento não é uma característica dos corações dos solteiros; é uma característica dos corações humanos. É “humana” (1Co 10.13), contaminando todas as etapas da vida desde que Adão e Eva não se contentaram em confiar na palavra de Deus contra o sussurro da serpente (Gn 3.1-7).

Se formos honestos, o descontentamento pode parecer bastante pequeno em comparação com outros pecados. Mas não é algo pequeno. É sério, porque mente sobre Deus: diz que ele é insuficiente para suprir as nossas necessidades.

Solteiro ou casado, ninguém precisa ser ensinado a estar descontente. Todos já temos doutorado no assunto. Mesmo a descoberta do “mistério do contentamento” pelo apóstolo não ocorreu naturalmente; ele precisou aprendê-lo (Fl 4.11). Ele se matriculou na escola do contentamento, e nós também devemos fazê-lo.

Cultivar o contentamento, então, é menos como um remédio e mais como uma dieta saudável. Acontece ao longo de meses e anos, não de horas e dias.

Então, diga aos cristãos solteiros em sua igreja o que você diz a todos os cristãos em sua igreja: o objetivo final de Deus não é mudar as suas circunstâncias, embora ele possa mudá-las. É mudar você.

2. “O contentamento não significa que você não possa desejar ou buscar o casamento”.

Espero que seja óbvio, mas direi apenas para deixar claro: Quando “Deus é soberano; seja contente” é um código para “Deus é soberano; pare de desejar ou buscar o casamento”, esse é um péssimo conselho.

O coração humano é complexo. Ele pode tanto desejar o casamento quanto desejar a vontade de Deus — ainda que essa vontade não inclua o casamento. O próprio Jesus experimentou um anelo insatisfeito enquanto se submetia ao plano de seu Pai (Mt 26.39).

Na verdade, é uma marca de maturidade espiritual para um crente trazer o desejo pelo casamento até o trono do céu, derramando o seu coração diante do Deus que ouve e se importa. A resignação é uma característica do estoicismo, não do cristianismo.

3. “Você não é um ser humano em espera”.

Ser solteiro não é um obstáculo para ser plenamente humano; é uma expressão disso. A vida de uma mulher, por exemplo, não começa “realmente” quando ela se torna esposa ou mãe, mas quando ela se torna uma verdadeira portadora da imagem de Deus.

Pastor, lembre bondosamente a pessoa solteira e descontente de que o seu estado civil não é a característica que a define. Palavras como “solteira” e “casada” são boas, mas elas são muito melhores como adjetivos do que como substantivos.

Penso que muitas pessoas bem intencionadas têm uma tendência para considerar a solteirice como tudo ou nada. Alguém que tenha feito disso o seu tudo sempre agirá com alguma variação de “Você tem alguém em vista?”. Alguém que fez disso nada, prescreverá o contentamento como um remédio — o “Deus é soberano; seja contente” com o equívoco mencionado acima. Como pastores, devemos tanto afirmar o desejo do solteiro descontente, quanto, ao mesmo tempo, não agir como se esse fosse o único acontecimento em sua vida.

É claro que nenhuma observação tem maior significância do que aquela história da pessoa mais completa que jamais fez sexo e nunca se casou. Se a solteirice é deficiente, então Jesus Cristo também foi.
 
4. “Você pode representar o evangelho de modo único”.

Nessas linhas, a Escritura esclarece que o casamento é um espelho do evangelho, refletindo a união entre Jesus e a sua noiva, a igreja (Ef 5.32).

Mas isso significa que o cristão solteiro não reflete o evangelho? De modo nenhum. A solteirice piedosa reflete a igreja nesta era, enquanto aguardamos com expectativa esperançosa o retorno do nosso Salvador. Na verdade, acho que as pessoas solteiras podem desfrutar de um tipo especial de solidariedade com Jesus que as pessoas casadas não podem. Afinal, ele está aguardando o dia do casamento (Ap 19.6-10).

Sam Allberry o expressa assim: “Tanto o casamento quanto a solteirice apontam para o evangelho. O primeiro reflete a sua forma, a última a sua suficiência”. Pastor, ajude os cristãos solteiros em sua igreja a verem como eles podem refletir de forma única a suficiência do evangelho enquanto aguardam o casamento final.

Falando sobre a mulher solteira e casta, Elisabeth Elliot (1926-2015) chegou a escrever:

Quando ela se entrega voluntariamente a [Cristo] em amor, não precisa se justificar ao mundo nem aos cristãos que a importunam com perguntas e sugestões. De uma maneira não acessível à mulher casada, o seu “sacrifício vivo” diário é um testemunho poderoso e humilde, irradiando amor. Acredito que ela pode participar do “mistério” mais profundamente do que o restante de nós.

5. “A sua solteirice é um dom e um chamado”.

Vivemos em uma era erótica em que os seres humanos são rotineiramente reduzidos à sua sexualidade. A insistência, então, de que a castidade é um dom a ser abraçado e não uma cruz a ser carregada é tão contraditória quanto bíblica.

Paulo não poderia ter sido mais claro quanto à solteirice ser uma boa dádiva de Deus:

Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro. E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo... E, assim, quem casa a sua filha virgem faz bem; quem não a casa faz melhor (1Co 7.7-8, 38; cf. Mt 19.10-12).

Agora, simplesmente informar alguém de que a solteirice é um dom nem sempre é útil. Há algo como um presente indesejável, afinal. Esforce-se para mostrar-lhes por que o dom é belo na perspectiva do céu. Ajude-os a ver as possibilidades que se encontram sob o embrulho.

A solteirice não é o tipo de presente que você desembrulha e guarda; é o tipo que você coloca em uso. E o presente não é dirigido apenas para a pessoa solteira, mas para toda a comunidade. Todos se beneficiam da vida de uma pessoa solteira que abraçou esse chamado — essa disposição — do próprio Rei.

Em seu livro “When the Church Was a Family” [Quando a Igreja era uma Família], Joseph Hellerman faz uma observação impressionante:

A preocupação de Paulo em 1 Coríntios 7 não era questionar como a solteirice se encaixa no plano do reino de Deus. Paulo estava abordando a questão de como o casamento se encaixa no plano do seu reino. As pessoas solteiras já estão com o programa. Elas “cuidam das coisas do Senhor” (v. 32). As pessoas casadas são as que precisam de ajuda para organizar as suas prioridades.

Os cristãos solteiros não estão em um “modo de espera”, aguardando as suas responsabilidades de trabalho no reino de Deus. Que não nos comuniquemos de outra forma em nossas igrejas.

6. “É provável que você esteja estrategicamente posicionado para o bem do evangelho”.

Esta é complicada, uma vez que há uma linha tênue entre dizer aos solteiros que eles provavelmente podem agir mais livremente em prol do evangelho e implicar que espera-se que eles o façam. O primeiro é encorajador; o último não é. O primeiro é como colocar vento nas velas; o último é como o acréscimo de peso ao barco.

O mundo defende a vida de solteiro por causa de tudo o que você pode fazer por si mesmo. A Bíblia defende a vida de solteiro por causa de tudo o que você pode fazer pelos outros. Onde a beleza da solteirice brilha mais fortemente? Não em viagens exóticas, ou em séries da Netflix, ou em despertar no sábado em pleno meio-dia, ainda que essas coisas possam ser legais. A solteirice brilha mais intensamente na capacidade de servir, dispor-se em uma oportunidade, largar tudo diante de uma notícia inesperada e — como um amigo solteiro pode fazer — viajar e organizar o velório para uma família que de repente perdeu o seu filho.

Logo, incentive os solteiros em sua igreja a abraçarem as suas relativas liberdade e flexibilidade como a disposição estratégica que são. Isso não tem apenas implicações para o ministério deles (por exemplo, 1Co 7.32-34), mas também para as suas amizades. Como observa Allberry:

Aqueles de nós que permanecem solteiros, talvez não possam experimentar a profundidade de intimidade única com uma pessoa que um amigo casado experimenta, mas podem desfrutar de uma amplitude de intimidade única com uma série de amigos íntimos, que provém de ter maior oportunidade e capacidade do que as pessoas casadas normalmente têm para investir em amizades íntimas.
 
7. “Deus está com você e é por você agora”.

Uma das melhores maneiras de você amar alguém que deseja o casamento é ajudá-lo a ver que Deus sempre é soberano, sábio e bom para seus filhos — e ele não deixará de sê-lo em relação a eles. Deus sabe o que é melhor para eles (sábio), ele quer o que é melhor para eles (bom), e ele fará o que é melhor para eles (soberano). Charles Spurgeon o expressou belamente: “Lembre-se disso: Se alguma outra circunstância fosse melhor para você do que aquela em que você está, o amor divino teria colocado você lá”.

Essa não é uma trivialidade insignificante ou superficial. É uma verdade inabalável, sobre a qual o cristão permanece de pé.

É difícil melhorar as palavras de Paige Brown em seu admirável ensaio “Singled Out for Good” [Solteiro para o Meu Bem].

Aceitar a solteirice, seja temporária ou permanente, não depende de especulações sobre as respostas que Deus não deu à nossa lista de perguntas, mas sim da celebração da vida que ele deu. Não sou solteira porque sou muito instável espiritualmente para possivelmente merecer um marido, nem porque sou muito madura espiritualmente para possivelmente precisar de um. Sou solteira porque Deus é abundantemente bom para mim, porque isso é o melhor para mim. É uma impossibilidade cósmica que qualquer coisa poderia ser melhor para mim agora do que ser solteira. O salmista confirma que eu não poderei ter necessidade, não terei necessidade, porque Deus não reterá bem algum de mim.
 
8. “Você já faz parte da família definitiva”.

A cultura ocidental recente e moderna confunde o sexo e a intimidade, mas a Escritura não. O povo de Deus, reunido em postos avançados do reino, chamados de igrejas locais, deve ser a comunidade mais íntima da terra.

Um homem ou uma mulher em Cristo não é solitário em sentido definitivo. Ele é um filho na casa do Pai (1Tm 3.15), um membro do corpo do Filho (1Co 12.12-27), uma pedra no templo do Espírito (Ef 2.21-22).

E, ao contrário do estado civil, essas realidades permanecerão para sempre.

Em seu livro “God, Marriage, and Family” [Deus, Casamento e Família], Andreas Köstenberger faz a interessante observação de que a Escritura se desenvolve, se for o caso, em uma direção em favor da solteirice:

Solteirice na criação: inexistente.

Solteirice no Antigo Testamento: incomum e geralmente indesejável.

Solteirice no Novo Testamento: vantajosa para o ministério do reino.

Solteirice no estado final: universal.

Com certeza, você é chamado para liderar sua igreja em honra ao casamento (Hb 13.4). Mas tome cuidado para não fazê-lo à custa da solteirice — uma mordomia confiada a alguns de nós agora que caracterizará a todos nós para sempre.
 
9. “Jesus é suficiente. Realmente”.

A igreja local é indispensável para a vida cristã, e a razão final é por causa de sua pedra angular e cabeça totalmente suficiente, Jesus Cristo.

Ouvi uma vez minha amiga Bethany Jenkins observar que se Jesus não fosse suficiente para ela enquanto ela fosse solteira, ele não seria suficiente para ela quando ela se casasse.

Você não ama isso?

Pastor, lembre aos solteiros em sua igreja de que eles já têm acesso à relação de amor mais profunda e significativa que existe. Ponto final. Se eles se casarem, isso é ótimo, mas só acrescentará um dólar de aprovação e amor ao valor de bilhões de dólares que eles já possuem.

Novamente, o contentamento na solteirice não se parece com um silenciado desejo pelo casamento. A coisa mais bela, de fato, é quando os cristãos solteiros reconhecem o seu desejo por um cônjuge — e, ainda assim, testemunham a suficiência de Jesus em meio à dificuldade. O mundo tem uma categoria para um solteiro que age como se o casamento não fosse um bom negócio. Mas o mundo não tem uma categoria para (e não pode entender nem explicar) um solteiro que anela pelo casamento enquanto declara: “A sua graça me basta” (2Co 12.9).

Como Allberry o expressa: “a chave para o contentamento como uma pessoa solteira não é ser contente na solteirice; é ser contente em Cristo, como uma pessoa solteira”.
Pastoreie o olhar deles

Longe de ser um chamado de segunda classe, a solteirice piedosa é uma disposição vital confiada a muitos dos nossos irmãos e irmãs — a alguns por um período, a outros por toda a vida.

Ao pastorear aqueles que anelam por um cônjuge, não perca a oportunidade de ouvir, consolar e falar a verdade em amor. E a melhor maneira de amá-los é dirigir o olhar deles não para as suas circunstâncias, em última análise, mas para a maior pessoa solteira que já viveu.

Fonte: Ministério Fiel
Autor: Matt Smethurst

Garotas solteiras: Procurem por um rapaz com visão, paixão e propósito

Eu tinha 19 anos quando o amor e romance bateram na minha porta.
Ele era engraçado, eu ria.
Ele era bonito, eu me apaixonava.
Ele gostava de mim, eu gostava dele.
Ele me perseguia, eu gostava dele.
E então… acabava. Tão rapidamente como começou.

Minhas lágrimas cobriram meu travesseiro durante semanas a fio. Levei uns seis meses para chegar ao ponto de me sentir recuperada. Mesmo eu estando totalmente desolada, Deus me deu a graça de enfrentar a situação.

O ingrediente-chave para um casamento feliz

Recentemente eu estava assistindo a um programa de culinária no qual a chef e seu marido estavam comemorando um importante aniversário de casamento. A cozinheira compartilhou a sua “receita” (ha!) para um casamento duradouro, feliz: “Eu tento fazê-lo feliz e ele tenta me fazer feliz e funciona!”

Que eu saiba, esta mulher não é cristã, mas seu conselho reflete um princípio bíblico para o casamento: maridos e esposas devem amar um ao outro. Eles devem colocar os interesses uns dos outros acima dos seus próprios (Filipenses 2: 4). Um marido deve amar sua esposa como Cristo ama a Igreja (Ef. 5:25). A esposa deve amar seu marido com um amor terno e carinhoso (Tito 2: 4). Nas palavras da chef, eu devo tentar fazê-lo feliz.

Rapazes Piedosos têm estas 4 coisas em comum

“Ele é um dos caras mais bonitos que eu conheço! Eu realmente tenho uma grande paixão por ele.” Eram 3hrs da manhã e a conversa estava começando a ficar boa.

“Sim, Caleb é bonito, mas seu irmão mais velho, Josh, acaba com ele!” Nós rimos como meninas.

“Você se casaria com Josh se pudesse?” Eu perguntei à minha amiga com uma piscadela. Sem hesitar suas palavras explodiram, “Em um piscar de olhos! Eu me casaria com esse cara amanhã, se ele me pedisse. Ele é perfeito!”
Isso aconteceu quando eu tinha quatorze anos durante uma noite inteira conversando com uma amiga. Como a maioria das meninas, nós amamos falar sobre as nossas últimas paixões e comparar os caras mais bonitos.

Casar era a coisa mais legal do mundo para mim e eu orei a Deus para que Ele me desse um marido bonito. Sim, eu queria que ele amasse Jesus também… mas ser bonito estava no topo da minha lista de prioridades.

É engraçado e embaraçoso para mim voltar a pensar em algumas das conversas que eu tinha quando era adolescente. Eu achava que sabia tudo que havia para saber sobre eles.

Deixando as crianças escolherem… sua sexualidade?

Um recente vídeo no YouTube apresentando a resposta de um pai californiano à decisão de seu filho de ter uma boneca viralizou, tendo milhões de visualizações até agora.  Se formos acreditar nos comentários deixados nesse vídeo de auto-promoção, esse homem está indicado ao próximo prêmio de Pai do Século.  O que ele diz para seu filho que é tão surpreendentemente sábio?  Bem, caso você não tenha visto ainda, permita-me preparar o cenário:  o pai e o filho vão à loja para devolver um brinquedo repetido que o garoto ganhou de aniversário.  Então, o que o garoto escolhe?  Uma boneca da pequena sereia!  Essa escolha singular provoca a seguinte resposta do pai: “Isso aí, Uhu!!”Ele esta emocionado porque seu filho fez tal escolha corajosa!  Então, nosso querido pai prossegue compartilhando sua filosofia de criação de filhos com o mundo: Ele apoiará toda e qualquer decisão que seus filhos fizerem.  Ele os amará, não importa o que aconteça.  E ele até apoiará eles quando eles fizerem escolhas a respeito de sua sexualidade.  Em outras palavras, se seu filho quer escolher “coisas de agora” ou mesmo tornar-se mulher algum dia, esse pai é totalmente a favor.  Obrigado, Bruce Jenner!

Dez perguntas para diagnosticar seu casamento

Recentemente, conversei com um amigo meu que sugeriu que a risada é geralmente um bom indicador de quão bem o casamento está indo. Quando as brincadeiras diminuem, pode ser porque você está num momento de sofrimento, mas também pode significar que vocês saíram da fase de paz e confiança. O casal que ri unido permanece unido.

Essa ideia me deixou pensando: quais são algumas outras perguntas que podem ajudar a diagnosticar nossa vida conjugal? Aqui estão dez que podem ser úteis.

Posicionamento das Confissões de Fé sobre divórcio e novo casamento + Textos bíblicos sobre divórcio e novo casamento

Confissão de Fé de Guanabara (1558)

XIII. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pode fazer senão por causa de adultério, como nosso Senhor ensina (Mateus 19:5). E não somente se pode fazer a separação por essa causa, mas também, bem examinada a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não podendo conter-se, deve casar-se, como São Ambrósio diz sobre o capítulo sete da Primeira Epístola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho.

Segunda Confissão Helvética (1566)
29. Do celibato, casamento e administração dos negócios domésticos.

Pessoas solteiras. Os que têm do céu o dom do celibato, de modo que, de coração ou de toda a alma podem ser puros e continentes e não são levados pelos ardores do sexo, sirvam ao Senhor nessa vocação, enquanto se sentirem dotados do dom divino. E não se julguem melhores do que os outros, mas sirvam o Senhor continuamente em simplicidade e humildade (I Co 7.7 ss). Estes estão mais aptos a lidar com as coisas divinas do que aqueles que se distraem com os interesses particulares de uma família. Mas, no caso de ser-lhes retirado o dom, e sentirem um durável ardor, lembrem-se das palavras do apóstolo: “É melhor casar do que viver abrasado” (I Co 7.9).

Nove Passos que Podem Salvar Seu Casamento

A graça de Deus é paciente e trabalha tanto instantaneamente quanto com o passar do tempo. Um erro que cometemos às vezes é idealizar demais, como se não pudéssemos ser perdoados mais de uma vez quando cometemos erros.

O modo de enxergar estes passos para salvar seu casamento biblicamente é como uma forma de colocar em prática Colossenses 3:13: “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro.” Aí temos “suportando” e temos “perdoando”. Como essas coisas se relacionam no casamento?

Uma Declaração Evangélica sobre o Casamento

Diante da recente decisão da Suprema Corte dos EUA de redefinir o conceito de casamento, mais de 100 pastores assinaram uma Declaração Evangélica sobre o Casamento.
Como cristãos evangélicos, discordamos da decisão da Suprema Corte que redefine o casamento. O Estado não criou a família, e não deveria tentar recriar a família à sua própria imagem. Não capitularemos quanto ao casamento, pois a autoridade bíblica exige que não o façamos. O desfecho da decisão da Suprema Corte de redefinir o casamento representa o que parece ser resultado de meio século de testemunhar o declínio do casamento através do divórcio, coabitação e uma cosmovisão de liberdade sexual quase sem limites. As ações da Suprema Corte representam riscos incalculáveis para um tecido social já volátil ao alienar aqueles cujas crenças a respeito do casamento são motivadas por profundas convicções bíblicas e preocupação pelo bem comum.

Reconquistando seu cérebro de volta da pornografia

No artigo anterior, eu escrevi sobre a dimensão fisiológica do vício em pornografia. Uma nova pesquisa neurológica sugere que ela é tão poderosa quanto o vício em cocaína e heroína devido a singular combinação de estimulante e relaxante. A pornografia imprime verdadeiros caminhos fisiológicos no cérebro. Toda a experiência sexual tende a migrar para esses caminhos.

Eu concluí dizendo que nenhuma dessas pesquisas neurológicas surpreende Deus. Ele estruturou a interconexão entre o cérebro e a alma. Descobertas sobre as conexões entre a realidade física e a espiritual não anulam tais realidades.

Não tome parte na abolição do homem

Não permita que essa nova pesquisa neurológica faça com que você veja a si mesmo somente como carne e reações químicas. Este é o grande mito do mundo moderno – o que C.S. Lewis chamava de a abolição do homem. Essa é a teoria de que o pensamento humano é nada mais que movimentos no cérebro. É uma teoria desenvolvida para destruir a si mesma.